
(Foto Ilustrativa)
Na História do Brasil podemos observar diversas situações em que o amor pela Pátria falou mais alto e ajudou muito o seu desenvolvimento, mas, também, outros momentos em que causou problemas sérios
Segundo o Google, o significado da palavra “patriota” é “aquele que ama a pátria e a ela presta serviços”. E como temos visto por aí, mundo afora, pessoas que se dizem os mais patriotas do mundo, só que não são mesmo, devido suas ações contrárias ao próprio país.
Napoleão Bonaparte, ditador francês, disse certa vez: “Num Estado revolucionário, há duas classes: os suspeitos e os patriotas”. E quantos suspeitos que encontramos travestidos do “maior patriota”, mas que é capaz de agir contrariamente, somente pelo fato de não concordar com os que governam sua nação.
Ariano Suassuna, escritor com humor afiado, refletiu sobre o tema: “É muito difícil você vencer a injustiça secular, que dilacera o Brasil em dois países distintos: o país dos privilegiados e o país dos despossuídos”. Infelizmente os que dizem amar o país não percebem aqueles desprovidos de tudo e que tanto precisam de ajuda. Pensam apenas nos abastados e não em todo o seu povo, sem distinção.
Paulo Francis, saudoso jornalista sempre com tiradas fantásticas: “Talvez o Brasil já tenha acabado e a gente não tenha se dado conta disso”. Não é preciso ser tão pessimista assim, nem pôr a pá de cal no país, mas que temos problemas graves, isso temos.
Na letra do Hino Nacional tem um trecho assim: “Terra adorada/Entre outras mil/És tu, Brasil/Ó Pátria amada!/Dos filhos deste solo, és mãe gentil/Pátria amada, Brasil!”.
Como tem indivíduos que não seguem esse refrão e ainda por cima são capazes de prejudicar o seu país, passando por cima de tudo e de todos, para conseguir o que desejam e ainda chamam isso de “patriotismo”.
Joaquim Nabuco, um escritor-fundador da ABL - Academia Brasileira de Letras, disse: “O verdadeiro patriotismo é o que concilia a Pátria com a humanidade”. Do que vale ser patriota da boca para fora e agir contra seus conterrâneos como se uns fossem menores do que outros?
Lima Barreto, escritor sempre atual em sua análise cotidiana, nos deixou a seguinte reflexão em suas obras: “Patriotismo - É um sentimento político, artificial, que é instilado nos poros, mantido neles pela cultura, pelo ensino oral ou escrito feito pelo funcionário, pelos professores, pelo sacerdote e até pela presença de uma força armada”. O patriotismo pode ser apresentado de diversas formas, mas não pode passar por cima das coisas mais elementares e das pessoas que vivem num país em prol de um “patriotismo artificial” ou que fala, mas não se vive.
Na História do Brasil podemos observar diversas situações em que o amor pela Pátria falou mais alto e ajudou muito o seu desenvolvimento, mas, também, outros momentos em que essa “paixão desacerbada” causou problemas sérios e interferiu gravemente até mesmo no desenrolar dos fatos, porque o que motivou não foi um verdadeiro patriotismo e, sim, um falso de interesses pessoais ou coletivos de certo grupo que achava ser o melhor para o país.
E existiram (e ainda existem) brasileiros que ao invés de ajudar e valorizar o seu país quando está fora, simplesmente falam mal e detonam de tal maneira que mais parecem “inimigos de nação”. Mas quando interessam voltam para cá porque seus familiares aqui estão.
É preciso amar o Brasil verdadeiramente e não ser uma espécie de “patriota fake” que diz ser o maior deles, mas é um péssimo brasileiro que tem os seus interesses em primeiro lugar e tudo deve girar em torno dele.
Ame o Brasil! Seja um patriota de verdade!
Um forte abraço do Rofa!